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“Fora de Série” estréia nesta quinta

E não é um típico filme norte-americano do universo teen.

Esqueça os clichês de filmes sobre os estudantes americanos e suas escolas.

Conseguem imaginar um filme onde não há padronização de papéis e nem bullying ? Parece impossível, mas não é.

Os poucos estereótipos usados neste longa são tão exagerados, que nos fazem rir do exagero.

Por exemplo, o gay é afeminado, faz teatro, usa plumas e vestido na festa de formatura, e anda de vestido e maquiado declamando versos ao invés de tentar se divertir.

Um outro personagem, que deveria ser considerado menos inteligente, faz malabarismos para conseguir comer batatinhas que jogam na sua cara.

Digo deveria, porque, percebemos em vários momentos do filme, que as coisas não são exatamente como parecem ser.

De propósito, numa sacada genial, não acontece quase nada do que a gente esperaria que acontecesse num filme sobre estudantes, na escola e fora dela.

As meninas Molly (Benie Feldstein) e Amy (Kaitlyn Dever) dão um show de talento para a comédia e o drama, ao interpretarem uma “futura juíza da Suprema Corte” , e uma missionária com propósitos humanitários, respectivamente.

A primeira é gordinha, usa óculos, e tem cargo no grêmio, para o qual foi eleita. A segunda é lésbica, inexperiente, e aceita por seus pais religiosos.

Parece que nada se encaixa.

A cada nova cena do filme, podemos ser surpreendidos por um componente inesperado, na maioria das vezes hilário.

Até o diretor e uma professora querida entram na onda, participando da aventura do último dia de aula do ensino médio.

As duas protagonistas percebem que passaram muito tempo de suas vidas tentando entrar numa boa universidade. E se esqueceram de se divertir.

Ainda resta esse último dia de aula, e as festas que acontecem em vários locais da cidade.

Acompanhamos o desenrolar da trama esperando pela próxima cena hilária, pela próxima tirada genial que o roteiro nos apresenta.

No início do filme, ainda não entramos nesse ritmos, e ficamos tentando entender o que vai acontecer. Depois que incorporamos o espírito da coisa, é só relaxar e se divertir. Muito.

Se para uma velha como eu, o filme surpreende e agrada muito, para os reais adolescentes e jovens, deve ser imperdível.

Espero (imagino) que se divirtam ainda mais do que eu.

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Postado por: Luci Caramori

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