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Crítica: Filme “Cezanne e eu”

Estréia amanhã.

Um filme sobre dois mestres em sua arte, Cezanne e o escritor Émile Zola, nos traz a possibilidade de um grande aprendizado.

Os dois foram amigos de infancia em Aix en Provence, e mantiveram contato por quase toda a vida.

Acompanhar suas trajetórias de vida é muito interessante.

O pintor vem de família rica, e passa seus dias tentando realizar obras que não considere medíocres.

O escritor, ao contrário, é órfão de pai, e miserável, enquanto tenta sobreviver no mundo, busca o conforto material.

O filme nos mostra as belas paisagens que inspiraram os pintores impressionistas.

Mostra também como viviam com simplicidade, sem imaginar que um dia estariam nos maiores museus do mundo, com seus quadros sendo leiloados por vários milhões de dólares.

O cuidado com detalhes da história levou a diretora a pesquisar durante anos para construir a trama.

Não é simplesmente um filme de época.

É uma lição.

Os franceses apoiaram e gostaram. Apesar desse país produzir muitos filmes de qualidade duvidosa atualmente, esse não é assim.

Tenho muitas reservas em relação às suas comédias, apesar de por vezes aparecerem umas bem divertidas.

Eu adoro filmes de época, e também os baseados em fatos reais.

Ver juntas as duas coisas , se tiver bom roteiro e atores, é um grande prazer.

O filme estará em cartaz em poucas salas (e provavelmente sairá de cartaz logo), é uma pena.

Infelizmente ainda valorizamos pouco essa arte em nosso país, e o sucesso vem sempre para superproduções milionárias, que nem sempre são inovadoras.

Para quem gosta de um estilo mais tranquilo de filme, gosta de se emocionar, pensar um pouco, viajar no tempo e espaço, recomendo conferir.

https://www.youtube.com/watch?v=Gc_-DL6blCQ

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Postado por: Luci Caramori

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